Deixamos a cultural Coimbra, antiga capital de Portugal, para trás e seguimos para a aldeia histórica de Piódão (pronuncia-se com a sílaba tônica no ó) – ela é uma das 12 aldeias históricas de Portugal.
Piódão é uma pequena aldeia de 40 habitantes (isso mesmo, 40). Já teve cerca de 500, mas aos poucos foram indo embora. Antigamente vivia da agricultura comunitária e hoje vive basicamente do turismo.
A cidade é para os fortes uma vez que suas casas se espalham nas encostas da serra e por suas ruas não passam carros – então é um tal de sobe e desce ladeiras e escadarias….
Os carros precisam ficar estacionados fora do perímetro urbano e você vai para o hotel a pé (sugere-se levar apenas uma malinha de cabine para pernoite).
Piódão faz parte das aldeias de xisto de Portugal e as casas e as ruas são feitas de xisto, o que contrasta com as portas e janelas pintadas de branco e azul.

Nosso hotel chama-se “Casa da Padaria”, porque antigamente era uma padaria (estou me sentindo um brioche!!!). É muito agradável, bem arrumado, mas cheio de escadas. A Sra que nos atendeu foi muito simpática.
A estrada até Piódão vem pela serra passando por pequenos vilarejos, às vezes bem estreita, e com uma bela vista serra abaixo.
Chegamos por volta das 11:30 e ainda não tínhamos quarto disponível, então fomos explorar a cidade e almoçar.
Começamos pela praça principal onde ficam:
- a igreja Matriz de N. Sra da Conceição, do sec. XVII;
- a estátua do Cônego Manoel Fernandes Nogueira, que fundou o colégio que preparava jovens para o seminário; e
- a praça central com os restaurantes ao redor e o Centro de informações turísticas.
Almoçamos no Solar dos Pachecos, bem na praça, uma comidinha bem boa, inclusive uma tábua com queijos da região deliciosos (de cabra e de ovelha).
Depois do almoço saímos que nem cabritos subindo pelas ruas e escadarias da cidade e visitamos:
- A capela de S. Pedro
- A EiraComunitária – local de secagem dos grãos colhidos nas plantações
- A Fontedos Algares
- A Capela das Almas
Pelo caminho vimos as “levadas de xisto”, os canais que levam a água pelas ruas.
Em uma parede da cidade está escrito o poema Sísifo, de Miguel Torga, poeta português do sec.XX:
SÍSIFO
Recomeça
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças
À noite pretendiamos jantar no Rest. A Fontinha, mas estava fechado devido a um feriado municipal, então voltamos ao Solar dos Pachecos para um lanche.
Após o jantar, fomos ao outro lado da cidade, na encosta da serra em frente para ver Piódão à noite - a cidade toda iluminada, espalhada na encosta da montanha parece um presépio.
Amanhã seguiremos em direção à Covilhã, passeando pela Serra da Estrela.






























Belíssima foto noturna de Piôdão! Local muito diferente! Dailson
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