terça-feira, 22 de agosto de 2023

4º DIA 07 SET: Coimbra - Piodão

 


Deixamos a cultural Coimbra, antiga capital de Portugal, para trás e seguimos para a aldeia histórica de Piódão (pronuncia-se com a sílaba tônica no ó) – ela é uma das 12 aldeias históricas de Portugal.





Piódão é uma pequena aldeia de 40 habitantes (isso mesmo, 40). Já teve cerca de 500, mas aos poucos foram indo embora. Antigamente vivia da agricultura comunitária e hoje vive basicamente do turismo. 

 

A cidade é para os fortes uma vez que suas casas se espalham nas encostas da serra e por suas ruas não passam carros – então é um tal de sobe e desce ladeiras e escadarias…. 










Os carros precisam ficar estacionados fora do perímetro urbano e você vai para o hotel a pé (sugere-se levar apenas uma malinha de cabine para pernoite).

 

Piódão faz parte das aldeias de xisto de Portugal e as casas e as ruas são feitas de xisto, o que contrasta com as portas e janelas pintadas de branco e azul.






Nosso hotel chama-se “Casa da Padaria”, porque antigamente era uma padaria (estou me sentindo um brioche!!!). É muito agradável, bem arrumado, mas cheio de escadas. A Sra que nos atendeu foi muito simpática.



A estrada até Piódão vem pela serra passando por pequenos vilarejos, às vezes bem estreita, e com uma bela vista serra abaixo.




Chegamos por volta das 11:30 e ainda não tínhamos quarto disponível, então fomos explorar a cidade e almoçar.

 

Começamos pela praça principal onde ficam: 

  • a igreja Matriz de N. Sra da Conceição, do sec. XVII; 
  • a estátua do Cônego Manoel Fernandes Nogueira, que fundou o colégio que preparava jovens para o seminário; e
  • a praça central com os restaurantes ao redor e o Centro de informações turísticas.



Almoçamos no Solar dos Pachecos, bem na praça, uma comidinha bem boa, inclusive uma tábua com queijos da região deliciosos (de cabra e de ovelha).

 

Depois do almoço saímos que nem cabritos subindo pelas ruas e escadarias da cidade e visitamos:

  • A capela de S. Pedro

  • A EiraComunitária – local de secagem dos grãos colhidos nas plantações

  • A Fontedos Algares

  • A Capela das Almas

Pelo caminho vimos as “levadas de xisto”, os canais que levam a água pelas ruas. 




Em uma parede da cidade está escrito o poema Sísifo, de Miguel Torga, poeta português do sec.XX:



SÍSIFO

Recomeça

Se puderes,

Sem angústia e sem pressa.

E os passos que deres,

Nesse caminho duro

Do futuro,

Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances

Não descanses.

De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,

Vai colhendo

Ilusões sucessivas no pomar.

Sempre a sonhar

E vendo,

Acordado,

O logro da aventura.

És homem, não te esqueças!

Só é tua a loucura

Onde, com lucidez, te reconheças



À noite pretendiamos jantar no Rest. A Fontinha, mas estava fechado devido a um feriado municipal, então voltamos ao Solar dos Pachecos para um lanche.


Após o jantar, fomos ao outro lado da cidade, na encosta da serra em frente para ver Piódão à noite - a cidade toda iluminada, espalhada na encosta da montanha parece um presépio.



Amanhã seguiremos em direção à Covilhã, passeando pela Serra da Estrela. 



 










Um comentário:

  1. Belíssima foto noturna de Piôdão! Local muito diferente! Dailson

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