Hoje amanheceu chovendo, tempo fechado, nublado, sem visibilidade, daqueles em que a gente deveria ficar na cama lendo ou vendo TV. Mas, para turista raiz, não é uma simples chuva que vai acabar nosso programa – é preciso uma intempérie muito maior.
Até tomarmos café e sairmos, o tempo mudou várias vezes – parou de chover, um sol tímido ficou fazendo força para sair por entre as nuvens, abriu o tempo…. E lá fomos nós cumprir nossa programação de conhecer as atrações da serra da Estrela.
À medida em que fomos subindo em direção à Torre (o ponto mais alto, com 1950 m) o tempo foi ficando mais fechado, embora sem chuva, mas com uma visibilidade de cerca de 150 m. Tudo que se via ao redor da estrada era aquele branco acinzentado. Um verdadeiro voo por instrumentos, coisa que já estou acostumado.
De qualquer forma, fomos até lá, tiramos fotos das sombras da Torre e começamos a descer para ver algumas atrações. E, o tempo abriu - até o sol deu o ar de sua graça. Há que sempre ter fé!!!
A primeira parada foi no Covão d’Ametade. Os covões são áreas de depressão de origem glaciar reflorestada ao longo da margem do rio. Em torno do Covão há 3 Cântaros (ou picos) – o Raso, o Magro e o Gordo. O rio Zêzere, que nasce na Torre, precipita-se entre as paredes dos Cântaros e vai ganhando corpo no Covão para depois seguir pelo vale do Zêzere até desaguar a 200km, no Rio Tejo. Ali no Covão d’Ametade há uma área plana transformada em área de lazer com mesas e churrasqueiras, de onde saem algumas trilhas pelo vale.
Paramos numa fonte à beira da estrada e pegamos água geladinha.
Mais adiante encontramos a estrada em obras com um Pare/Siga automatizado, embora demorado porque o trecho era bem longo.
Enfim chegamos a Manteigas, uma simpática cidade encravada na base da montanha, com casinhas brancas de telhado laranja. A cidade parece ser construída em ruas transversais à montanha, como prateleiras. Bem mais organizada que Covilhã.
Rodamos pela cidade e visitamos duas Igrejas, ambas muito bonitas e bem cuidadas:
De São Pedro
E a Igreja Matriz de Santa Maria – essa muito aconchegante e bonita.
Depois de conhecer a cidade, fomos ao Restaurante Berne, no hotel de mesmo nome para almoçar. O lugar é muito agradável e comemos muito bem, por um preço razoável.
A essa altura a chuva havia nos deixado e o sol nos fazia companhia, mas durante o dia todo o tempo mudou várias vezes, então não dava para garantir nada.
Seguimos adiante pelas sinuosas estradas, que embora estreitas, tipo estradas vicinais, eram asfaltadas, bem sinalizadas, sem buracos, com proteção nas áreas mais perigosas.
Visitamos uma queda d’água, Cascata do Poço do Inferno, e continuamos por outras pequenas cidades de montanha, uma delas Sabugueiro, a mais alta delas – 1050 m.
Andamos o dia todo (e ontem também) por áreas rurais, cuja produção basicamente é de queijo da Serra da Estrela (cabra e ovelha), embutidos, e alguma agricultura, e não parece ser uma região de riqueza (pelo menos as casas e as propriedades não mostram isso). Mas não vimos pobreza, casebres, nem sujeira.
As cidades são limpas e todas têm enormes containers, de modelos diferentes, para coleta seletiva de lixo. Por onde passamos, os banheiros são limpos, com papel, sabonete, toalhas etc.
Como o tempo estava aberto e com sol, voltamos à Torre. Bom, estava melhor do que pela manhã, mas ainda era o único lugar com algumas nuvens, que subiam pela montanha. Conseguimos algumas fotos melhores, inclusive da estação de ski, mas não dava para ver a vista de lá.
Voltamos então para o hotel e tiramos mais algumas fotos onde havia boa visibilidade – alguns lagos, a estrada montanha abaixo, a pedra do elefante, etc.
Agora à noite vamos jantar aqui no hotel mesmo e amanhã sairemos rumo à Salamanca.
Depois de passarmos dois dias rodando e conhecendo a Serra da Estrela, acreditamos que a melhor escolha de hotel e ponto de apoio seja a cidade de Manteiga, onde encontramos uma cidade simpática, bem organizada, com muitos restaurantes e inúmeros hotéis de todas as classes.


































































Oi viajantes! Acompanhando a viagem. Quem é de Sabugueiro e de Manteigas como dizemos??? Paisagens lindas! Boa viagem Ana Banana
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