Ontem à noite saímos caminhando do hotel em busca de um local para jantar. Até o centro são cerca de 600 m. Ali há vários restaurantes, lanchonetes etc. Aproveitamos para fazer um turismo local.
Uma das atrações de Cangas de Onís é a Ponte Romana sobre o Rio Sella, hoje uma ponte medieval construída sobre as ruínas da ponte romana. A ponte está muito bem conservada.
Ao lado da ponte, há a Cruz da Vitória, mandada erigir pelo Rei Fávila, filho do Rei Pelayo, o primeiro rei de Espanha, para comemorar a vitória na Batalha de Covadonga.
Cangas de Onís foi a primeira capital do reino de Astúrias e tem importância no período da reconquista. Hoje é a porta de entrada para o turismo na região dos Picos da Europa.
Já fotografamos tudo isso e mais o centrinho ontem e depois jantamos numa Lanchonete Origen, uma deliciosa torrada de salmão.
Hoje nosso programa era explorar a região de Covadonga e seus lagos.
Na saída de Cangas de Onís, passamos pela Igreja de N. Sra da Assunção, muito bonita, embora simples, com belos vitrais. Em frente a ela, uma praça com uma estátua do Rei Pelayo.
Começamos a visita em Covadonga pelo Santuário, um local de peregrinação mariana mais importante na Espanha. Aqui aconteceu a Batalha de Covadonga e com a ajuda da Virgem de Covadonga, La Santina, o Rei Pelayo e seus valentes asturienses conseguiram fazer retroceder as tropas islâmicas.
Encravado na rocha há uma gruta com uma imagem de La Santina, o túmulo do Rei Pelayo e do Rei Afonso I.
O próximo programa foi a visita aos lagos de Covadonga. Para chegar aos lagos em carro próprio, só indo antes da 8:00 h ou depois das 19:30 h. Nesse intervalo das 8-19:30 é preciso deixar o carro em um dos estacionamentos gratuitos entre Cangas de Onís e Covadonga, e tomar um ônibus, ao custo de 9 euros por pessoa, ida e volta. O percurso dura cerca e 30 min, mas a espera pelo ônibus pode chegar a 1 hora – os ônibus deveriam passar a cada 10 min, mas às vezes passam cheios e nem param, ou quando tem muita gente levam apenas uns poucos passageiros.
O passeio é muito bonito. Apesar de sofrida a espera, vale muito a pena. O ônibus vai subindo pela montanha acima e adentro, por estradas estreitas e sinuosas, descortinando belíssimas paisagens. De um lado e outro há muitas vacas pastando, ou ovelhas e cabras. Em perfeita sintonia com a natureza.
Ao chegar lá recebemos uma explicação sobre o local – são dois lagos: Enol e Ercina, e uma trilha de 3 km, circular, que leva a alguns miradouros, a uma mineração, e aos dois lagos. O problema é que a trilha é num sobe e desce desconfortável. Não sei o que é pior, subir (cansativo) ou descer (inseguro e doloroso nos joelhos).
Mas a paisagem é muito bonita, montanhas, lagos, vaquinhas, sinos de vaquinhas tocando, céu azul, brisa fresca.
Depois tomamos o ônibus de volta e fomos almoçar. Escolhemos comer um prato típico – a fabada asturiana, uma espécie de feijoada deles aqui, com feijão branco, chouriço, bacon e morcela. Bem gostosa, mas faltou uma farofinha heheheh.
Ainda teríamos mais atrações para ver, mas seria um pouco mais do mesmo – miradouros, picos, rios, desfiladeiros, etc. e sempre nessas estradinhas sinuosas e cansativas. Então encerramos o dia.
Amanhã seguiremos para Santiago de Compostela – de carro!!!

















































Muito legal! Paisagens bonitas e relaxantes! Bjs Viviane
ResponderExcluirNossa!!! Que lindo lugar!!!
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